quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Relatos de ovnis divulgado pela França


Entre 2010 e 2011 a França divulgou relatórios sobre Óvnis que foram investigados pelo governo.

Para algumas pessoas essa é uma prova de veracidade dos casos, para outros apenas casos investigados como são investigados outros casos comuns sem conclusões ou provas.

Conheça agora alguns desses casos famosos que foram investigados.

Caso Cussac


Crianças teriam visto 4 extraterrestres em Cussac

O caso de Cussac, ocorrido 11 anos antes da criação do Geipan, foi selecionado como um representante dos "casos de terceiro tipo" - aqueles em que se, apesar da abundância de dados, os pesquisadores não conseguem chegar a uma explicação racional ao acontecimento. Foi por isso que, em 1978, o Geipan decidiu realizar investigações sobre este que resta como o mais misterioso dos casos envolvendo extraterrestres na França.

Em 29 de agosto de 1967, um menino de 13 anos e sua irmã de 9 tomam conta do rebanho de vacas da família nas proximidades de Cussac. O menino percebe, então, que a cerca de 80 metros deles subitamente aparecem quatro pequenos seres pretos, de cerca de 1,2 m de altura, os quais o menino considera, à princípio, como sendo quatro crianças.

Os seres estariam próximos de uma esfera posta sobre o campo. O menino chama sua irmã para lhe alertar sobre a presença das quatro crianças negras, os irmãos olham os seres e, quando percebem, os quatro parecem estar levitando em direção ao alto da esfera, onde três entram, de cabeça. Simultaneamente a bola teria começado a levantar e o quarto dos "homenzinhos", que havia voltado para pegar alguma coisa no solo, também entra na esfera, enquanto a suposta nave já voava acima das árvores.

A esfera sobe silenciosamente em espiral de quatro a seis voltas de diâmetro crescente, antes de desaparecer rapidamente, fazendo um barulho estridente. Durante a subida, o objeto fica cada vez mais brilhante, até que se transforma em cegamente luminosa, ao mesmo tempo em que exala um odor forte de enxofre que se mantém por horas após a partida do objeto misterioso.

As crianças, muito surpresas, entram chorando na fazenda. O pai delas contata imediatamente a polícia, que constata, no local, o cheiro de enxofre e as marcas na grama onde a nave teria pousado.

A investigação do Geipan onze anos depois mostrou que as descrições feitas continuavam em perfeita coerência com as feitas em 1967. As medidas em teodolito permitiram avaliar em torno de 5 m o diâmetro da esfera. A duração do forte barulho da partida foi coerente nas descrições feitas pelas crianças separadamente e por mais outra pessoa que o escutou, mesmo que mais afastada. Os três também identificaram com clareza o cheiro que sentiram naquele dia, depois que os técnicos apresentaram-lhes o enxofre misturado a diversos outros odores.

Nenhuma explicação racional foi encontrada pelo Geipan para este dia de suposto "encontro excepcional entre as crianças e os seres insólitos", conforme narra o relatório. "É impossível negar o comportamento inteligente e tendido a apresentar uma tecnologia que nos é totalmente desconhecida", diz o estudo.

Imagens do caso Cussac

Foto que faz parte do arquivo



Desenho que faz parte do arquivo



Crianças do caso



A primeira foto com mais detalhes mostrando a posição das crianças e as das criaturas



Investigador da GEIPAN junto as crianças na época



Ilustração que mostra movimentação das criaturas



O local atualmente



Foto do arquivo



Outra foto do arquivo



Alguns detalhes interessantes sobre o Caso Cussac

O fato do cheiro forte de enxofre que durou alguns dias após o envento.

A grama ligeiramente amarelada no suposto local do pouso.

E uma das crianças ao descrever com um assobiu o som parecido do objeto quando voou, um policial disse ter ouvido um som parecido por perto.

A cidade na época era muito pequena e com poucos recursos, helicóptero ali, acho que seria meio complicado, opinião minha é claro.

No arquivo fala também que as crianças tinham medo de retornar ao local e ficaram assim por um bom tempo e mesmo depois com 40 anos do caso em 2007 elas não se contradizerem em relatar novamente o ocorrido.



Caso de Cergy Pontoise, 1979

Farsa movimentou cidade francesa em 1979

Em 26 de novembro de 1979, por volta das 5h, um homem informa o posto policial de Cergy Pontoise que seu amigo fora "levado por um ÓVNI". As três testemunhas do fato explicaram que eles se preparavam para partir para uma cidade vizinha quando perceberam uma luz sombria sobre a estrada. Um deles, então, se dirigiu de carro em direção à estranha luz, que subitamente teria envolvido o veículo em uma nuvem logo que se aproximou.

Quando a fumaça se dissipou, a luz desapareceu - e o homem também, apesar de seu carro ter permanecido intacto. Logo nas investigações preliminares as divergências apareceram entre as testemunhas, e as reconstituições revelam ainda mais incoerências sobre diversos pontos: tempo do fenômeno, posição do carro, trajeto da luz, entre outros.

Uma grande propaganda do acontecimento tomou lugar na mídia local, estimulada também pelas testemunhas, o que fez com quem dezenas de investigadores privados fossem à Cergy Pontoise para encontrar a verdade sobre aquela madrugada. Os palpites e interpretações se multiplicaram, assim como os programas de rádio e as reportagens nos jornais da região. Dias depois, a pessoa desaparecida ressurgiu subitamente em um campo, portando uma esfera luminosa.

O Geipan, estudando o caso, não conseguiu obter informações concretas: as testemunhas discutiam sem parar e preferiam a companhia dos jornalistas e de alguns investigadores privados à dos pesquisadores. Aos olhos do centro de estudos, os fatos relatados não são críveis, e essa hipótese é reforçada por uma análise do sangue do homem supostamente levado, mostrando que é remotamente provável que ele tenha passado por uma estada fora da Terra, como descrevia.

Embora as testemunhas até hoje mantenham a versão que causou toda a polêmica, o Geipan considera que tudo não passou de uma farsa.

Frank Fontaine (quase 19 anos), Jean-Pierre Prevost (25) e Salomão N 'Diaye (25 anos) o trio de Cergy três testemunhas "credíveis" ...



A polícia investiga o local do suposto desaparecimento de Frank Fontaine



Capa do livro sobre o caso



Fontaine deixou a delegacia após sua audição


Uma montagem sobre a "perseguição"


Jean-Pierre Prevost


Confissões

Após GEPAN e ufólogos denunciarem a fraude, e no final do prazo de prescrição de três anos, por desacato ao tribunal, Prevost anunciou em Junho de 1983 na Rádio Korrigan: O caso de Cergy é falso.

Logo depois, a imprensa, ele disse ainda mais formalmente:

Afirmo que o caso de Cergy-Pontoise é uma farsa do começo ao fim. Sou o único responsável. Fui eu quem organizou tudo, tudo foi montado. Eu posso provar isso. Frank Fontaine passou oito dias do seu desaparecimento no apartamento de um amigo, Pontoise, fui eu quem o levou lá, e fui eu quem o trouxe de volta.

Em 15 de agosto de 1980, um grupo de pessoas iludidas esperando o retorno dos UFOs no local onde Frank Fontaine tinha dito que iria voltar ...


Teorias, confissões entre outros a parte foi levantado que os três estavam passando por sérias dificuldades financeiras, inclusive com grandes dividas e apesar de Prevost vir a publico revelar a farsa os outros dois mantiveram sua posição no caso.

Surgiu até a teoria de que esse caso foi criado pelo serviço secreto de inteligência francesa com a intensão de estudar como seria a opinião e reação do público, a mídia, a polícia e a comunidade científica para enfrentar um evento extraordinário.



Caso de Trans en Provence, 1981


Agricultor teria presenciado queda de Ovni em 1981

Em 8 de janeiro de 1981, um homem trabalhava em sua propriedade rural quando o forte barulho de um objeto caindo no chão chamou sua atenção. Logo após atingir o solo - a cerca de 50 metros dele -, o instrumento teria voltado a subir verticalmente após alguns segundos em uma velocidade altíssima, conforme relatou o agricultor, que teria tido tempo de perceber a existência, sob o equipamento, de formas circulares semelhantes a pés.

O objeto seria cinza-escuro, não emitia nem fumaça nem chamas e tinha dimensões de cerca de 2,5 m de largura por 1,7 m de altura. O homem o descreveu como de forma circular e, na altura do diâmetro, seria mais largo. Todo o fenômeno não teria passado de 40 segundos. No local onde o instrumento tocou o chão, teriam ficado traços de cerca de 2m de diâmetro. No dia seguinte, a polícia ouviu a testemunha, constatou o traçado no solo, fez fotos do local e recolheu amostras da terra para a realização de análises laboratoriais.

As análises do solo foram confiadas a quatro laboratórios diferentes vinculados ao Geipan. Os institutos utilizaram técnicas distintas para examinar o material e cada um apresentou um ponto de vista diverso. A síntese dos exames permitiu confirmar o afundamento significativo do solo no local atingido e comprovou resquícios de ferro, óxido de ferro, fósforo e zinco. Um aquecimento que pode ter chegado a 600ºC também foi detectado pelos laboratórios.

As análises bioquímicas das amostras mostraram degradações múltiplas das plantas que se encontravam próximo ao local. A causa do estrago não foi determinada, mas a hipótese mais forte apontada pelo Geipan é de que um campo elétrico intenso pode ter sido criado. Conforme o centro de pesquisas, "não há dúvidas de que um fenômeno de grande amplitude aconteceu naquele dia, e que a materialização da observação descrita é altamente provável".

Esquema mostrando a posição do agricultor e a do objeto


Montagem de como seria o objeto e sua queda


Foto do local da queda


Foto colorida do local da queda


Outra foto do local com destaque com marcas significantes


Outro esquema do avistamento


Desenho do suposto Ovni avistado no caso de Trans en Provence


Trechos de documentos divulgados na França

No relatório do governo francês, a conclusão do caso de Cussac. Cientistas retiraram amostras do local que comprovaram a presença de odores de enxofre e marcas de fogo na grama, indicando o pouso de um grande veículo. Através do depoimento recolhido, a equipe do Geipan disse se tratar de um objeto voador equipado com tecnologia de propulsão superior à utilizada pelo ser humano.


Investigadores desenharam a possível rota de vôo feita pela nave antes de desaparecer. Em espiral, o óvni teria flutuado deixando rastros.


No arquivo francês, é anotado o tempo de observação de cada fenômeno. Testemunhas afirmam que em poucos segundos as naves desaparecem no céu.


No relatório, além do depoimento de quem viu eventuais óvnis, também constam fotos de locais, análises de laboratório e desenhos com cálculos. Através desse material estima-se o tamanho das naves.



Vôo da Air France, 1994


Piloto teria avistado um disco voador durante vôo

Vinte e oito de janeiro de 1994. O céu estava perfeitamente aberto e um Airbus A300 da Air France que fazia a trecho Nice-Londres se encontrava a 11,9 mil metros de altura, sobrevoando a região parisiense a 650 km/h. A torre de comando avisou, então, o comandante de bordo sobre a existência de um objeto semelhante a um balão meteorológico, à esquerda da aeronave.

O piloto e o co-piloto checaram ao redor e logo perceberam o objeto, que não se pareceria a nada que eles jamais haviam visto: seria um grande disco marrom-avermelhado cuja forma estaria constantemente mudando. O disco estaria a 10,5 mil metros de altitude, em meio às nuvens. O avião cruzou, então, progressivamente a trajetória do objeto, que desapareceu um minuto depois de avistado.

O comandante, temendo ser ridicularizado, não se manifestou sobre o ocorrido até fevereiro de 1997, quando uma revista semanal francesa revelou seus testemunhos relatados à Aeronáutica. Três anos de investigações depois, em junho de 2000, as conclusões ainda não eram claras - como não o são até hoje.

Não foi constatada nenhuma correlação entre o que o radar assinalou e o fenômeno observado pelos pilotos, cujos testemunhos seguiram inalterados após diversas reconstituições do famoso voo. "O fenômeno continua excepcional, não foi explicado até hoje e deixa a porta aberta a todas as hipóteses", afirma o Geipan.

A linha azul é utilizada para mostrar a trajetória do avião. A linha vermelha serve para mostrar a trajetória do ÓVNI traçada pelo radar set. Neste diagrama, a direção do deslocamento do plano é indicado, mas não a do UFO. O retângulo vermelho que parece ser a posição do UFO como observado visualmente.


Os itens explicação do desenho abaixo são:

* Em "1": "A posição estacionária do objeto de acordo com o piloto no início da observação." Logo abaixo, "Distância A320 / ÓVNI 25 NM visualmente de acordo com JCD" é notável.

* Em "2": "A trajetória do Airbus A320".

* Em "3": "Trajetória do objeto de acordo para gravar o CODA do radar em 1 NM da Airbus".

* Em "4": a marca é intitulada "Distância A320 / UFO 1 NM por radar ".

Ao que parece, embora o visual de OVNIs e os OVNIs radar são indicados como "o objeto", este desenho mostra que o OVNI visual não corresponde ao radar UFO. O OVNI visual é indicado para ser a 25 NM, enquanto o radar OVNI passa em 1 NM do Airbus. O OVNI visual é indicado como estando parado na posição aproximada do relógio das 10:30 h ou 45 º à esquerda na frente do avião, enquanto o radar UFO é indicado como a partir de algum lugar na parte dianteira do lado direito do avião, mas não parado e sim se movendo em linha reta perpendicular à trajetória do avião, passando em frente do avião em 1 NM e continuando para a esquerda.


Um Airbus A300 da Air France


Desenho do caso



Mais página interessantes dos documentos franceses.


Esse é um desenho de um suposto pouso de um objeto e de um ser.


Desenho de um suposto pouso de um objeto pequeno observado próximo a uma residência.


Outro desenho de um suposto pouso de um objeto que estava planando no quintal de uma residência.

Nesse caso foram coletadas amostras de solo e da vegetação que foram afetados pelo objeto.


Abaixo sequência de fotos e de um dos vários esquemas de estudo sobre as fotos desse caso.




Entre os arquivos franceses estão os estudos minuciosos de alguns círculos ingleses.

Vale ressaltar que foram coletadas amostras locais e nos relatos todas se mostraram sem alteração significante e foram encontrados vestígios de tecidos como fibras de vestimentas entre outros.


Os franceses também estudaram alguns casos de outros países como por exemplo esse avistamento de um objeto em Shamokin na Pensilvânia nos EUA.


Bom por enquanto é isso quanto a arquivos franceses, claro peguei as páginas mais interessantes, mas ainda falta verificar eles detalhadamente e com o tempo apresento eles aqui assim como esses casos rapidamente apresentados.

#ufo
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#ufofiles
#ufologia
#discosvoadores
#desvendandomisterios

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Octavius


Embora seja considerado mais lenda do que outra coisa, a história do Octavius continua a ser um dos mais famosos de todos os contos de navio fantasma. A estória tem início em 1775, quando um baleeiro chamado Herald deparou-se com o Octavius navegando sem rumo na costa da Groenlândia. Tripulantes do Herald foram à bordo do Octavius, onde descobriram os corpos dos passageiros e tripulantes congelados pelo frio ártico. Mais incrível, descobriram o capitão ainda sentado em sua cadeira enquanto escrevia em seu diário de bordo terminando um registro de 1762, o que significava que o Octavius ficou à deriva durante 13 anos. Segundo o documento, o Octavius havia ficado preso em uma geleira e se viu impossibilitado de escapar. A tripulação então foi obrigada a ficar à bordo pois não havia onde se refugiar. A anotação final tinha 13 anos e se encerrava com um pedido desesperado de ajuda a quem quer que pudesse ajudá-los. De acordo com a lenda, o Capitão do Octavius havia apostado que conseguiria retornar à Inglaterra por uma rota alternativa que cruzava a passagem Norte. Foi justamente ali que o navio ficou preso no gelo. Se o relato pode ser levado em consideração, o Octavius teria ficado preso enquanto seus tripulantes definhavam de fome e frio. Anos mais tarde, ele teria se libertado de sua prisão e navegado como um navio fantasma com a tripulação e capitão mortos há anos até ser encontrado pelo Herald.


Este navio foi descoberto a oeste da Groenlândia em 11 de Outubro de 1775. Uma equipe embarcou no navio que parecia abandonado, descobrindo que na verdade toda a tripulação de Octavius estava morta aparentemente congelada. O comandante foi encontrado em sua cabine também congelado com uma caneta na mão ainda escrevendo em seu diário. Ele estava acompanhado de uma mulher, uma criança coberta com uma manta e um marinheiro segurando um barril de pólvora. Os descobridores do navio o deixaram as pressas levando apenas o diário do comandante. Infelizmente, o estado congelado do diário só permitiu que se recuperasse a primeira e última página. O último registro do diário era datado de 1762 significando que o navio estava no mesmo estado de 13 anos antes de ser descoberto. Octavius havia deixado a Inglaterra para o Oriente em 1761 e o comandante optou por ir por uma rota mais curta, porém traiçoeira, através da até então invicta passagem do Noroeste. Acredita-se que o navio tenha ficado preso no gelo enquanto passava pelo norte do Alasca. A descoberta do navio significa que ele foi o primeiro a navegar pela Passagem do Noroeste, embora a tripulação não tenha sobrevivido para testemunhar isso. Presume-se que o navio se liberou do gelo algum tempo depois e navegou por 13 anos até que pudesse ser descoberto.

Octavius e sua tripulação morta nunca mais foi visto depois desse encontro.


Segundo a lenda um trecho do diário estaria escrito as seguintes palavras

Até agora, estamos presos no gelo por 17 dias. Nossa posição é de aproximadamente Longitude 160 O, Latitude 75 N. O fogo foi finalmente extinto ontem e o mestre vem tentando ligálo novamente, mas sem muito sucesso. Ele deu a pedra para um dos marinheiros. O filho do Mestre morreu esta manhã e sua esposa diz que ele não sente mais o frio. O resto de nós não sente o mesmo nesta agonia. "


A História Detalhada

Na manhã de 12 de Agosto de 1775, na Groenlândia a baleeira Herald conseguiu atravessar o gelo do Atlântico Norte quando o silêncio foi quebrado pelo grito do vigia. Frente e a Oeste, acima de um iceberg poderia ser a ponta dos mastros a cerca de 10 km de distância. Lentamente, uma escuna saiu de trás da massa de gelo e através do telescópio capitão do Herald constatou que não havia sinais de vida. As velas estavam esfarrapadas e ainda levantadas, todo o navio brilhava estranhamente ao sol, como se ele fosse coberto com uma geada.


O capitão escolheu oito homens para acompanhá-lo, e começou a remar chegaram à frente do barco onde, sob uma camada de gelo podia se ler o nome do navio, Octavius. Ninguém jamais tinha ouvido falar dele.

Com quatro homens o capitão decidiu subir a bordo. O deck do navio estava coberto pelo gelo e não havia nenhuma pessoa. Seguindo seu caminho através do gelo, eles decidiram ir até as cabines; onde eles encontraram congelados vinte homens. Cada um deitado em sua cama e coberto com camadas de cobertores e roupas. O frio tinha conservado os corpos em perfeito estado e parecia que só estavam dormindo.


Na cabine do capitão, o seu corpo estava sentado em uma cadeira em frente a sua mesa. Mãos Juntas em seu colo e a cabeça deitada em um dos seus lados com lábios
entreabertos. Em um estande atrás dele estavam mais três corpos. Uma mulher estava deitada em uma maca descansando a cabeça em seus braços, os olhos bem abertos, havia um homem sentado de pernas cruzadas em um canto do outro lado da sala. Em sua mão estava uma pedra e uma barra de metal. Em frente a ele, um punhado de serragem. A morte veio enquanto tinha tentado acender uma fogueira. Próximo a ele estava um casaco azul marinho, o capitão Warren levantou-o e debaixo dele encontrou o corpo de um menino abraçado a uma boneca de pano.

Em panico e ameaçando um motim os marinheiros do Herald exigiram de Warrem para sair do Octavius mesmo contrariado o Capitão foi pedindo que levassem o Diário que o capitão do Octavius estava escrevendo. Depois já no Herald Warren pode observar com um binóculo o Octavius partir sem um rumo certo até desaparecer no Horizonte e nunca mais ser encontrado.


Ao pegar o Diário Warren notou que só estava com a primeira e a ultima página, pois devido ao congelamento das outras páginas e por descuido do marinheiro que o havia pegado, acabou por deixar as demais páginas cair no mar. Warren ficou surpreso ao ver as coordenadas descritas na ultima página pois elas indicavam que ele havia encontrado o Octavius a milhares de quilômetros de distância daquelas coordenadas, ou seja o Octavius depois de 13 anos cumpriu o objetivo de seu capitão que era atravessar a passagem do Noroeste, mas infelizmente sua tripulação não sobreviveu.

Octavius deixou a Inglaterra em uma longa viagem ao Oriente em 1762 e estava voltando para casa quando o desastre aconteceu. Pensava-se que, em vez de tomar a longa e perigosa jornada em torno do chifre da América do Sul, o capitão cometeu o erro fatal de escolher tentar navegar pela lendária Passagem do Noroeste. Em seu caminho, o navio foi capturado pelo gelo e a seus tripulantes congelaram até a morte.

Tentei encontrar evidências de algum navio chamado Octavius, mas só o que encontrei foi essa história, também descobri que essa lenda, ou não, inspirou algumas outras com pequenas mudanças na história como os navios Gloriana, The Iceland Loafer, Jenny e segundos alguns o famoso Mary Celeste que em breve vai estar aqui no Blog também. As pequenas mudanças nos relatos, são quanto a localização do encontro e como no caso do The Iceland Loafer o capitão ao invés de estar escrevendo o diário está apontando a sua localização em um mapa.

O Octavius é destaque em uma missão naval no vídeo game Assassins Creed III , onde o personagem principal, Connor, está à procura de pistas sobre o paradeiro do tesouro perdido do Capitão Kidd.

Em 1906, 136 anos mais tarde, um outro navio, o Gjoa , liderado pelo explorador norueguês Roald Amundsen , conseguiu atravessar a Passagem do Noroeste.


#misterios
#octavius
#naviofantasma
#ghostship

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Young Teazer


O Young Teazer foi uma Escuna corsário (navio autorizado por meio uma carta de corso ou missão de um governo, a atacar e pilhar navios de outra nação) dos Estados Unidos que um membro de sua tripulação explodiu em Mahone Bay , Nova Escócia durante a guerra de 1812 após uma série de navios de guerra britânicos perseguirem e depois ser capturada por outo navio o HMS Hogue. A escuna ficou famosa pela explosão mortal que matou a maior parte de sua tripulação e pela lenda sobre a fantasmagórica "Luz do Teazer".


O HMS Hougue



Muitos corsários americanos atacaram navios britânicos ao largo da costa da Nova Escócia durante a guerra de 1812 . Isto forçou os britânicos para colocar navios de guerra para patrulhar as águas da América do Norte para prevenir ataques e capturar os atacantes americanos.

A estratégia naval britânica era dupla. Primeiro, a Marinha Real tentava proteger a navegação mercante britânica de Halifax no Canadá para as Índias Ocidentais . E em segundo lugar, a marinha aplicava um bloqueio de grandes portos americanos destinados assim a restringir o comércio americano.

Ambos os lados usaram corsários na guerra de 1812, mas os Estados Unidos fizeram o maior uso delas devido à inferioridade numérica da Marinha dos Estados Unidos e da maior quantidade de navios comerciante britânico em relação aos navios comerciante do Estados Unidos. Os norte americanos tinham como objetivo causar o rompimento por meio de táticas "hit and run", (atire e corra), tais como a captura de prêmios e envolvendo navios da Marinha Real apenas em circunstâncias favoráveis. Os corsários
americanos foram bem sucedidos na primeira parte da guerra.

O antecessor do Young Teazer foi a escuna americana Teazer, um dos primeiros a sair para o mar quando América declarou guerra. HMS San Domingo o capturou em dezembro de 1812. O Teazer foi queimado no mar, mas sua tripulação, incluindo seu capitão Frederick Johnson foram libertados em Parole, prometendo não servir contra os britânicos até que eles tivessem sido trocados por prisioneiros britânicos de guerra. O Young Teazer foi construído como seu substituto.

Depois de uma jornada de sucesso inicial, o Young Teazer deixou Portland, Maine em 03 de junho de 1813, com 73 homens em sua segunda e última jornada foi sob o comando de William D. Dobson com Frederick Johnson servindo como tenente. Em 01 de junho de 1813, o navio britanico Shannon capturou o navio americano USS Chesapeake fora do porto de Boston. Os britânicos estavam rebocando o USS Chesapeake para Halifax, Nova Scotia . Enquanto isso estava ocorrendo, a tripulação do Shannon avistou o Young Teazer ao largo de La Have, mas permitiu que ele e sua tripulação para continuar como o Shannon estava em lastro, (carregado), e quase não conseguia navegar mais rápido. Quando o Shannon chegou a Halifax ele relatou a presença do corsário e sua descrição.

Pouco tempo depois, o Young Teazer capturou dois navios na Ilha Sambro, na entrada do porto de Halifax. Ele então fugiu de uma possível captura por navegar para o porto e levando cores britânicas. Os britânicos descobriram o ardil, mas só depois do Young Teazer ter deixado o local. Ainda assim, um grande número de navios de guerra britânicos navegaram em busca dele.

Enquanto o Young Teazer estava tentando capturar navios perto de Halifax, o maior corsário da Nova Escócia, o brigue Sir John Sherbrooke , veio sobre ele e o corsário americano escapou por pouco do porto de Halifax.

Em 13 de junho 1813, o navio Hogue , comandado por Thomas Bladen Capel encontrou o Young Teazer e o forçou a ir para o porto de Halifax mas Dobson e o Young Teazer escaparam do porto de novo. Em 17 de junho 1813, o navio HMS Wasp , que, juntamente com o navio Rover tinham recapturado o brigue Christiana, um prêmio que o corsário Young Teazer tinha tomado, navegaram em busca do corsário. Em 17 de junho 1813, O navio Valiant estava em companhia do navio Acasta quando eles se depararam com o navio HMS Wasp em busca de um navio americano comerciante armado o brigue Porcupineoff de Cape Sable. Os três navios britânicos continuaram a perseguição por mais de 100 milhas antes de eles finalmente serem capazes de capturar o brigue. No entanto, o Young Teazer escapou brevemente em uma névoa porém os navios Manly e Castor o viram e começaram a sua perseguição. Eles também perderam.


O Acasta a esquerda



Poucos dias depois, a fragata HMS Orpheus perseguiu o Young Teazer em Lunenburg Harbour. No entanto, o Orpheus perdeu ele próximo a Mahone Bay devido aos ventos fracos. Em 27 de junho, o Hogue perseguiu o Young Teazer por 18 horas até que ele o prendeu em Mahone Bay entre Mason Island e Rafuse Island. O Hogue estava atirando "violentamente" e logo o Orpheus se juntou ao combate também. À noite, o Hogue estava preparado para enviar um grupo de abordagem em cinco de seus barcos. A bordo do Teazer, o Capt. Dobson discutia planos para defender o corsário com sua equipe, reduzida a 38 homens devido a tripulações em navios capturados. O tenente Johnson,
conhecido por seu comportamento errático em cruzeiros anteriores, discutiu com Dobson e desapareceu logo em seguida. A escuna explodiu alguns minutos mais tarde. Outros relatos dizem que Johnson, que temia perder a sua liberdade pois era um britânico desertor e temia ser enforcado, foi visto correndo para o paiol de pólvora. Os barcos britânicos que atacariam estavam a três milhas do Teazer. Eles voltaram para o HMS Hogue após a explosão que destruiu a escuna. Moradores locais resgataram os sobreviventes, muitos deles gravemente queimados, agarrando-se em mastros e na proa do casco quebrado da escuna. Trinta de seus tripulantes morreram. A milícia garantiu segurança aos sobreviventes, incluindo o capitão e assumiu o comando dos destroços. Depois de serem tratados de seus ferimentos, os prisioneiros capturados foram enviados para a ilha de Melville como  prisioneiros de guerra em Halifax . A maioria logo voltou para os Estados Unidos como parte do intercâmbio regular de prisioneiros de guerra.



O casco do Young Teazer, eviscerado, mas ainda parcialmente à tona, foi cercado por corpos flutuantes e destroços, incluindo parte de sua proa e várias armas falsas que eram canhões de madeira, Grande parte dos destroços foi recuperada, incluindo algumas madeiras que foram usadas na construção civil em Mahone Bay. Uma das lanternas está na posse de um cidadão de Blandford, Nova Scotia , enquanto uma parte da quilha foi usada para construir a cruz de madeira no interior da Igreja Anglicana de St. Stephenaem Chester. Um fragmento chamuscado da quilha e um bastão feito de fragmentos do Teazer é exibido no Museu Marítimo do Atlântico em Halifax.



O nome da escuna foi brevemente revivido em julho 1813 quando a escuna corsário da Nova Escócia Liverpool Packet foi capturado e convertido para um corsário americano chamado Fantasma de Young Teazer. No entanto o Fantasma de Young Teazer não conseguiu capturar nenhum navio e logo foi recapturado pelos britânicos. Seu nome Liverpool Packet foi restaurado e ele voltou para a captura de navios norte americanos até o fim da guerra.

A história do Young Teazer inspirou um dos navios fantasmas mais conhecidos na costa atlântica do Canadá, o chamado "Teazer Light". O folclore conta que um brilho de fogo ou um navio em chamas aparece regularmente em Mahone Bay perto do local da explosão, muitas vezes perto do aniversário de 27 de junho. Relatos foram registrados pela primeira vez no final do século 19. A folclorista Helen Creighton documentou inúmeras versões da história em seu clássico livro de folclore Bluenose Ghosts, embora ela observou que muitos avistamentos podem ser ilusões ópticas durante a lua cheia. O fim horrível da escuna e as muitas histórias de fantasmas fizeram o Young Teazer  uma figura mítica conhecida na Nova Escócia.

Helen Creighton



Um ano depois da explosão, avistamentos estranhos deste navio começaram a ser relatados. O "Teazer Light" como se tornou conhecido foi visto por mais de dois séculos e é descrito por testemunhas como um navio de fogo visto em Mahone Bay.

Mahone Bay



Quase um ano depois do dia da explosão, um navio fantasma foi visto pela primeira vez perto de Chester em Mahone Bay. Esta foi a primeira de muitas aparições.

Centenas de pessoas têm visto um navio em chamas rumando para fora da baía. Este navio Muitas vezes apenas aparece do nada. Outros relataram terem visto a frente do navio em chamas indo direto para eles. Aterrorizados, eles sentiram que estavam prestes a colidirem mas abriram os olhos para apenas vê-lo desaparecer no último segundo.

Às vezes, esse navio passa tão perto da costa que as testemunhas na praia alegam poder até mesmo marinheiros nos cordames.


Em relatórios mais documentados afirma-se que o navio parecia estar em chamas. É por isso que as pessoas acreditam que ele é o navio fantasma do Young Teazer.

Alguns até já declararam que ouviram os gritos tortuosos dos homens que estavam tentando escapar deste navio fantasma flamejante.


O Young Teazer é mais freqüentemente vistos perto do aniversário de quando ele explodiu e no exato local onde explodiu. A maioria dos relatos de testemunhas menciona que algumas vezes viram esse navio apenas desaparece no ar.

Nos últimos anos não têm ocorrido muitos avistamentos. Uma possível razão para isso é a invasão da civilização, as luzes das casas, marinas, etc. tornando muito mais difícil de se ver para a baía.


Outros afirmam que eles têm desmistificado estes avistamentos. Eles afirmam que, quando um banco de nevoeiro cobre a Lua à medida que sobe ao longo do horizonte provoca a ilusão de um navio em chamas.

A folclorista, Helen Creighton passou duas décadas coletando histórias de fantasmas marítimas. Ela foi inspirada primeiro a fazer isso quando ela encontrou um casal de sobrenome Enos na comunidade de Ponto de Hartlen no lado oriental do porto de Halifax.

Quando ela expressou interesse em uma casa abandonada perto da propriedade dos Enos foi informada, "Essa é a nossa casa fantasma". A casa foi parcialmente construída com madeira do naufrágio do Young Teazer. Eles, então, informaram que ela era assombrada, batidas estranhas e passos foram ouvidos durante um período regular.

Creighton que escreveu um livro intitulado Bluenose Ghosts menciona que vários relatos de testemunhas que ela coletou sobre os avistamentos estranhos do Young Teazer poderiam serem explicados como uma ilusão de ótica durante as luas cheias, mas outros não podiam ser tão facilmente explicado. Em seu livro, ela inclui numerosos relatos de testemunhas oculares do Young Teazer.


Página do The London Gazette com a noticia da explosão.



Algumas fotos acima são de um festival onde simulam a explosão e os acontecimentos da região.